Monthly Archives: dezembro 2008

Croniqueiro

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João já não era mais um menino quando perdeu a virgindade. Tinha certeza de que fora meio prudente ao perguntar se ela estava no período fértil. Não? Então, tá! Foi bem bom.

Duas semanas depois, menos virgem ainda, ficou sabendo da gravidez.

Mara o nome dela, verde a cor preferida, Hair o filme.

Seriam assim férteis? Uma bimbada, um bambino?

A moça, sem muito constrangimento, mãe de um menino e ex-grávida de outros, mostrou-se naturalmente incomodada com essa sina. Uma vez é humano…

Joinville era logo ali. Na ante-sala umas menininhas com suas mães. E um adolescente com sua mulher.

Meia hora, amarelou. Medo de morrer!

Mas uma semana depois estavam em Curitiba. Velhinho simpático. (Alguém devia ter perguntado a idade do feto.) Se tivesse nascido, chamar-se-ia Élvio, Élbio, Élcio, oxalá Érico Junior.

Foi tão rápida a intervenção que dela se seguiu uma caminhada pelas ruas de Curitiba, debaixo de um forte sol. Irresponsáveis. Depois, uma paulada em antibióticos.

Um quarto de século mais tarde, Mara reencontrou João, queria pedir perdão e mencionou a dívida.

João não precisava, mas aceitou que ela pagasse metade do que seriam hoje os custos de passagens, clínica e remédios, toda a economia do moleque com a venda de picolés, de suportes de corda para samambaias e de calças e polainas em tricô.

Fez bem. Usou o dinheiro para controlar um pouco melhor a cirrose hepática.

Agora, sozinho e morimbundo, ele não se arrepende de quase nada, mas, se pudesse recomeçar, certamente teria feito sua iniciação em um puteiro.

Final de história frio? Romântico seria se Mara tivesse aparecido para confessar que o filho que não nasceu não era dele.

Paris, Texas?

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Não é recomendável ir a Paris, França, nos próximos dias. A cidade esvaziar-se-á de cultura.

Teorias conspiratórias

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1. Astutos com Ph.D. em Economia inventaram uma crise econômica mundial para tranferir uns trocados dos tesouros nacionais para seus bancos.

2. LHS fez acordo com São Pedro para usar uma verbinha sem licitação.

À minha família

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“Sempre me senti isolado nessas reuniões sociais: o excesso de gente impede de ver as pessoas.” Mario Quintana

Mídia tradicional e blogs: o mesmo modelo

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Se a gente assiste aos programas de TV, aos noticiários das TVs, ou submete-se ao viés do que vê, ou vai fazer outra coisa. Não parece ser diferente com os blogs, falsamente menos predadominadores por causa daquele linkinho “Comentar”, tão flaquito que é adotado agora, também, pelos grandes portais.

A mídia tradicional, assim como a maioria dos blogueiros, é unânime em condenar a censura, desde que esta não atue apenas no sentido de quem produz a informação original.

A questão é: se o blogueiro te convida ao blog, há outra opção além de elogiar ou ficar indiferente?

Se não há, retardado, prefiro assistir à Globo.

Razão, felicidade e filosofia de merda

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Li num blOgg por aí: “Prefiro ser feliz do que ter razão”. Não entendi, mas, em princípio, prefiro ter razão a ser feliz, porque, além de acertar a regência, o contrário abriria precedentes a justificar qualquer ato, política de canalhas ou comportamento de alienados.

O que eu faço com minha razão, com minha falta de razão, com minha felicidade ou com minha infelicidade é o que importa!

O que importa é a aparência

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Os 11 soldados do exército não foram nada profissionais. Precisam, por exemplo, fazer um curso com os 20 que passarão a controlar os donativos.

Infelizmente, uns tênis e uns sutiãs desviarão uns milhares de reais dos cofres do estado de SC.

Gastronomia colombiana

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Masato, empanadas, arepas, granadillas, mamonzillo, chorizos, ajiaco, aguas aromáticas, huevos pericos, natillas, canelazo, gaseosa de malte, Club Colombia, tamal, Juan Valdez…

Ubaté de dia

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Dessa vez não alcancei o topo do Cerro Punta de la Teta. Na próxima irei preparado!

Fiz arroz tailandês, introduzi gengibre na casa.

Um Undurraga acompanhou o almoço em que pela primeira vez esteve presente o novo sacerdote do pueblo. Felicidade das anfitriãs, que já tinham tentado o padre duas vezes.

Na despedida do pequeno padre (seria ele um padreco?), eu já meio de costas, recebi uma cantada dele para executar uma massa com mais vinho antes de minha partida. Gostei da proposta, mas ele terá de ter um pouco de paciência.

Ubaté à noite

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Chegamos a Ubaté com chuva forte. Eu, Gloria e Álvaro.

A casa de Lucila, Anita, Santiago, Simón e Sandra abre a porta da frente para um paço familiar. Estou à vontade, cercado de presépio e luzes.

Nas duas noites que passo ali, sento-me no tapete, perto da chaminea, onde o fogo é alimentado enquanto os vinhos 120 e Casillero, este encontrado em qualquer mercadinho, e a boa conversa nos acompanham.