Numa reportagem dessa quarta-feira, o jornalista narra algo assim: “Mais de 527 mil automóveis passaram por tal rodovia no feriadão do carnaval”.
Mais retardado que isso seria “Mais de 527.382 automóveis passaram por tal rodovia no feriadão do carnaval”.
Um dia esse profissional ainda pode se aprimorar e afirmar algo como “Mais de 500 mil” ou “Mais de 520 mil”.
Mural de funcionário do mês geralmente é igual a calendário de borracharia. Por mais gostosa que a garota seja, vai aparecer só uma vez.
Se fosse uma avaliação séria, uns deveriam ser homenageados repetidas vezes.
Desde muito antes de criar este blog desejava criticar algumas construções que costumam aparecer na mídia. Eis a primeira vítima.
“Morreram/mataram pessoas inocentes.”
E se fossem culpadas, existe pena de morte no Brasil? Por acaso só se mata culpado? Neste caso, foi morto depois de julgado? Quem julgou?
Justificativa? Inocentes significa, nesse contexto, “pessoas que não estavam envolvidas”? Então viajar numa BR não duplicada, em dia de chuva, em velocidade, em feriadão não é envolver-se?
Morreram porque estavam vivas, não importa a inocência, assim como, pelo menos no Brasil, não há morte (in)justa.
Um implícito, para mim, do uso da expressão “pessoas inocentes” é “bandido tem que morrer”.
Fazia uns 5 anos que não saia de casa para ir a um cinema. Portanto, ainda não conheço as salas do Floripa Shopping nem do Iguatemi. Hoje passei calor assistindo ao belga Le Silence de Lorna, no CIC. Só deixei de ouvir o barulho do ventilador gigante que circulava o ar quente do recinto numa cena em um pub, com música alta.
De que filmes eu mais gosto? Inventei uma opinião hoje: dos que me fazem querer e/ou tentar e/ou ser um ser humano melhor. Assumo a pieguice.
Admiti que o Sushi viesse a fazer parte da família entregando-o para a Márcia dentro de uma caixa de sapatos, na forma de presente. Simplesmente gracioso é ver ainda hoje, depois de quase 6 anos, ele entrar em quase todas as caixas que colocamos ou deixamos no chão. Sem noção, há uns anos ele tentou entrar numa caixa de fonte de computador. Divertidíssimo. Hoje entrou numa um pouco maior. Da caixa viestes, à caixa voltarás e voltarás e voltarás.
Segunda-feira, primeiro mergulho da temporada. Agora, talvez, só em março de novo.