Monthly Archives: março 2009

Para quem gosta de coincidências e estatísticas

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Na Calle Florida, de poucos restaurantes, meu companheiro de viagem, um português de 66 anos, notou que 100% do que nos ofereceram pelo caminho começava com C.

50% coiro, para cobrir
10% comida, para comer
30% chicas, para copular
10% câmbio, para cobrir, comer, copular e compras coisitas, não necessariamente nessa ordem

Na Lavalle já quase não havia oferta de câmbio, e o resto equiparava-se, 33%.

Empanadas e vinhos

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As empanadas argentinas eram uma saudade desde as que comíamos ali na Trindade, perto do BB, e as que mais saboreávamos que fazíamos no Renato.

Não decepcionaram. Ao contrário, para mim são as melhores das variantes latino-americanas, também conhecidas por saltenhas. Comi de carne, frango, cebola com queijo e milho.

Na última noite em Buenos Aires corri um semirrisco (?) que não correria aqui. Comprei um vinho de R$ 3,40 para comer com umas empanadas. Duas coisas determinaram essa escolha. Primeiro, iria beber o vinho sozinho e não sabia se deveria/aguentaria beber uma garrafa inteira. Assim, se fosse ruim, não seria problema. Pararia no primeiro copo. Sim, copo. A segunda é que se tratava de um Tocornal, da Concha Y Toro, um vinho tinto de mesa.

Deu certo. Três empanadas e três quartos de vinho se foram durante a leitura de umas 50 páginas de A viagem do elefante, de Saramago.

Dica para arrebentar a economia argentina

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Não há moedas (“cambio”) em Buenos Aires. Não consegui pegar um ônibus, não pude fazer chamadas de cabines telefônicas (“locutorios”), não consegui comprar um produto de 123,20 pesos argentinos com duas notas de 100.

Mas eu queria pegar um ônibus mesmo assim e me recomendaram caminhar quadras até uma estação e comprar “boletos” lá. Andei. No guichê pedi dois: “no hay”. Pedi “monedas”: “no hay boletos ni monedas” respondeu o filho-da-puta grosseiramente. Por acaso eu preciso saber que uma estação de ônibus, que recolhe todas as moedas dos passageiros, não teria moedas nem tickets?

Soube do taxista do táxi que tive que pegar que andam vendendo 5 pesos em moedas por 10 pesos em papel e que as empresas de ônibus (provavelmente os humanos que têm acesso às moedas) “vendem” as redondinhas recolhidas dos passageiros ao mercado carente que pague mais por elas.

Nesse contexto, há várias formas de destruir ainda mais a Argentina. Por exemplo, cada turista poderia levar para casa uma moedinha de recordação. A Inglaterra ou outro país qualquer poderia distribuir gratuitamente cofrinhos às crianças portenhas. Ninguém se incomodaria com uma expropriação da Terra del Fuego depois de uma semana de poupança.

Já uma ideia “salvadora” seria fazerem moedas argentinas de latão na China e inundar Buenos Aires com elas. Seria um caos. “No hay monedas. No se aceptan monedas!”

Buenos Aires ou a Ciudad del Este que conhecia

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Começo pelas críticas.

Expor-se aos assédios em bares de zonas turísticas como El Caminito, em La Boca, e aceitar a oferta de um almoço num local desses foi pior que o pior que já me aconteceu no submundo de Ciudad del Este. Enganam no que oferecem e enganam na conta, acrescentando coisas e aumentando preços. Além disso, se um artista local peida na tua frente, imediatamente passa o chapéu para arrecadar uns pesos. E ganha muitos.

Em dois locais, meia hora sentados, nenhum garçon apareceu para saber o que queríamos, mas já estávamos “devendo” uma ou duas apresentações de tangos mal dançados ou outra coisita qualquer.

Foi mais ou menos como se houvesse aqui no meu corredor, entre meu escritório e a cozinha, um semáforo sempre fechado com um malabarista forçando-me aos shows.

As Bolsas do Lula

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Recebi mais uma variação dum email que tem circulado por aí, mas esse finaliza com a bola quicando.

***

Vai transar?
O governo dá camisinha.
Já transou?
O governo dá a pílula do dia seguinte.
Engravidou?
O governo dá o aborto.
Teve filho?
O governo dá o bolsa-família.
Tá desempregado?
O governo dá bolsa-desemprego.
Vai prestar vestibular?
O governo dá o bolsa-cota.
Não tem terra?
O governo dá a bolsa-invasão e ainda te aposenta.

AGORA…
Experimenta estudar, trabalhar, produzir e andar na linha
pra ver o que é que te acontece!!!!!
VOCÊ VAI GANHAR UMA BOLSA DE IMPOSTOS
NUNCA VISTA EM LUGAR ALGUM DO MUNDO!!!!!

E o “homem” tem 80% de aprovação do seu “governo”, se é assim que podemos chamar…
Onde são feitas essas pesquisas???
Bem… não precisamos ir muito longe…
“As respostas estão bem aí acima.”

***

Isso mesmo. Ontem deu no JN que 89% da população considera o governo Lula de regular a ótimo (64% de bom a ótimo).

Portanto, mais de 60% aprovam Lula e, se grande parte deles é “bolsista”, o Brasil realmente precisa dessas bolsas ou de coisa melhor. Infere-se que antes do Lula não havia nem as bolsas nem coisa melhor, caso contrário a aprovação/aceitação não seria tão surpreendente: na casa dos inacreditáveis 90%!

Gato Negro versus Camino Real

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Dois Carmenère 2006, preços similares. Na comparação às claras, preferi o Camino Real. A Márcia, adepta do Gato, fez um teste às escuras. Preferiu o Camino. Não se convenceu, apostou numa confusão de copos. “Sujamos” mais duas taças, dessa vez com uma fita-crepe na do Gato Negro. Escolheu de novo o Camino.

ABNT NBR 10719

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Confirmação de Voto na Consulta Nacional

 

Olá Giovanni Secco,

 

Seu voto na consulta pública foi:
Número: ABNT NBR 10719 (2° Projeto)
Comitê: ABNT/CB-14 – INFORMAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO
Título: Informação e documentação – Apresentação de relatórios técnico e/ou científico
Data limite: 16/04/2009
Seu voto: NÃO Aprovado por objeções técnicas
Comentário: Na primeira oportunidade fiz um pedido de alteração sério que não foi contemplado. Por que não foi? Tenho muita experiência na área e a certeza de que um anexo pode ter sido feito pela mesma pessoa que é autora do relatório e nem por isso vira automaticamente um apêndice. Não sou burocrata, e sim alguém que convive diariamente com as lacunas e inconsistências das normas. Dessa vez resolvi preparar um texto (em meia hora) para mostrar quanta coisa errada tem na proposta da NBR 10719. Como uma lista tão grande de elaboradores não resolveu ainda o que aponto no anexo? Em tempo: não são propostas que faço. Trata-se de uma lista de coisas erradas mesmo. Consultem um gramático se não entenderem alguma de minhas observações. Podem me questionar se quiserem. Não é difícil mostrar e justificar as inconsistências. Poderia ter apontado outros probleminhas, mas me concentrei apenas nos crassos. Contratem um revisor da próxima vez. Desta, eis uma amostra grátis.
Com 1 arquivo(s) anexados
Votante: Giovanni Secco
Empresa/Nome: Revisor
Endereço:
Tel/Fax:
E-Mail:

Data do Voto: 20/03/2009 00:22:40
Autenticação:
IP Origem:

 

 CONTEÚDO DO ARQUIVO ANEXADO

 

 

 

Informação e documentação — Apresentação de relatórios técnico e/ou científico (Por que no singular? No texto, depois está no plural e fica bem melhor)

 

Information and documentation — Presentation of scientific and/or technical reports

 

Palavras-chave: Documentação. Relatórios técnico e/ou científico.

Descriptors: Documentation. Scientific and/or technical reports.

 

Sumário

1 Escopo 2

2 Referências normativas 2

3 Termos e definições 3

4 Estrutura 5

4.1 Disposição e sequência 5

4.2 Elementos pré-textuais 5

4.2.1 Capa 6

4.2.2 Folha de rosto 6

4.2.3 Errata 7

4.2.4 Resumo na língua vernácula 7

4.2.5 Lista de ilustrações 7

4.2.6 Lista de tabelas 8

4.2.7 Lista de abreviaturas e siglas 8

4.2.8 Lista de símbolos 8

4.2.9 Sumário 8

4.3 Elementos textuais 8

4.4 Elementos pós-textuais 8

4.4.1 Referências 8

4.4.2 Apêndice 8

4.4.3 Anexo 8

4.4.4 Formulário de identificação 8

5 Regras gerais de apresentação 8

5.1 Formato 8

5.2 Numeração progressiva 9

5.3 Citações 9

5.4 Abreviaturas e siglas 9

5.5 Equações e fórmulas 9

5.6 Ilustrações 9

5.7 Tabelas 9

Anexo A (informativo) Exemplo de formulário de identificação 10


 

Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização.

As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras das Diretivas ABNT, Parte 2.

 

1 Escopo

Esta Norma fixa as condições exigíveis para a elaboração e a apresentação de relatórios técnicos e/ou científicos. (Comparem com o título da norma)

Conquanto não sejam objeto desta norma outros tipos de relatórios (administrativos, de atividades, entre outros), é opcional sua aplicação, quando oportuna. Nesse caso, os documentos devem sujeitar-se, tanto quanto possível, ao disposto nesta norma.

 

2 Referências normativas

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste Documento Técnico ABNT. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

 

ABNT NBR ISO 2108, Informação e documentação (Padronizar) Número Padrão Internacional de Livro (ISBN)

 

ABNT NBR 6023, Informação e documentação – Referências – Elaboração

 

ABNT NBR 6024, Informação e documentação – Numeração progressiva das seções de um documento escrito – Apresentação

 

ABNT NBR 6027, Informação e documentação – Sumário – Apresentação

 

ABNT NBR 6028, Informação e documentação – Resumo – Apresentação

 

ABNT NBR 6029, Informação e documentação – Livros e folhetos Apresentação

 

ABNT NBR 6034, Informação e documentação – Índice – Apresentação

 

ABNT NBR 10520, Informação e documentação – Citações em documentos – Apresentação

 

ABNT NBR10525, Informação e documentação Número Padrão Internacional para Publicação Seriada – ISSN

 

AENOR UNE50135, Documentación – Presentación de informes científicos y técnicos

 

BRASIL. Decreto nº 4.553, de 27 de dezembro de 2002. Dispõe sobre a salvaguarda de dados, informações, documentos e materiais sigilosos de interesse da segurança da sociedade e do Estado, no âmbito da Administração Pública Federal, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 30 dez. 2002. Seção 1, p. 6.

 

BRASIL. Decreto nº 5.301, de 09 de dezembro de 2004. Regulamenta o disposto na medida provisória nº 228, de 9 (Melhor sem o zero. Padronizar!) de dezembro de 2004, que dispõe sobre a ressalva prevista na parte final do disposto no inciso XXXIII do (Sem vírgula) art. 5º da Constituição, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 10 dez. 2004. Seção 1, p. 1.

 

CÓDIGO de Catalogação Anglo-Americano. 2. ed. rev. São Paulo: FEBAB, 2004.

 

CONMETRO. Resolução nº 11, de 12 de outubro de 1988. Aprovação da Regulamentação Metrológica das Unidades de Medida. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 21 out. 1988. Seção 1, p. 20.524 (Sem ponto em milhar em número de página. Vejam a ABNT 6023).

 

CONMETRO. Resolução nº 12, de 12 de outubro de 1988. Adoção do quadro geral de unidades de medida e emprego de unidades do Sistema Internacional de Unidades – S.I. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 21 out. 1988. Seção 1, p. 20.526-20.531. (Sem ponto em milhar em número de página. Vejam a ABNT 6023).

 

IBGE. Normas de apresentação tabular. 3. ed. Rio de Janeiro, 1993.

 

 

3 Termos e definições

Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições.

 

3.1

abreviatura

representação de uma palavra por meio de alguma(s) de suas sílabas ou letras

 

3.2

anexo

texto ou documento não elaborado pelo autor, que serve de fundamentação, comprovação, ilustração (Insisto que o anexo pode ser elaborado pelo autor, sem se tratar de apêndice. Por favor, revejam as definições de anexo e apêndice. O apêndice, sim, tem que ter sido produzido pelo autor, mas o contrário para o anexo não está certo)

 

3.3

apêndice

texto ou documento elaborado pelo autor, a fim de complementar sua argumentação, sem prejuízo de sua unidade nuclear

 

3.4

autor

pessoa física responsável pela criação do conteúdo intelectual ou artístico de um documento

 

3.5

autor-entidade

instituição, organização, empresa, comitê, comissão, evento, entre outros, responsáveis por publicações em que não se distingue autoria pessoal

 

3.6

classificação de segurança

grau de sigilo atribuído ao relatório técnico e/ou científico, de acordo com a natureza de seu conteúdo, tendo em vista a conveniência de limitar sua divulgação e acesso

 

3.7

capa

revestimento externo, de material flexível ou rígido. A primeira e a quarta capas são as faces externas da publicação. A segunda e a terceira capas são as faces internas ou os versos da primeira e quarta capas respectivamente. (Capas e sem vírgula)

 

3.8

citação

menção, no texto, de uma informação extraída de outra fonte

 

3.9

dados internacionais de catalogação-na-publicação

registro das informações que identificam a publicação em sua (Não estão adotando o artigo na frente do possessivo, logo padronizar) situação atual, incluindo o Número Padrão Internacional de Livro (ISBN) ou o Número Padrão Internacional para Publicação Seriada (ISSN)

 

3.10

elementos pós-textuais

elementos que complementam o texto

 

3.11

elementos pré-textuais

elementos que antecedem o texto, com informações que ajudam em sua identificação e utilização

 

3.12

elementos textuais

parte em que é exposto o conteúdo do documento

 

3.13

errata

lista das páginas ou folhas e linhas (se houver) em que ocorrem erros, seguidas das devidas correções (Até aqui nenhuma explicação acabava com ponto, logo uniformizar)

 

3.14

ficha catalográfica

Ver 3.9

 

3.15

folha de rosto

folha que contém os elementos essenciais à identificação do documento

 

3.16

formulário de identificação

folha que apresenta dados específicos de identificação do documento

 

3.17

ilustração

desenho, gravura, imagem, entre outras, que acompanham um texto

 

3.18

página

cada uma das duas faces da folha

 

3.19

referência

conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um documento, que permite sua identificação individual

 

3.20

relatório técnico e/ou científico

documento que descreve formalmente o progresso ou resultado de pesquisa científica e/ou técnica

 

3.21

resumo

apresentação concisa dos pontos relevantes de um documento

 

3.22

sigla

reunião das letras iniciais dos vocábulos fundamentais de uma denominação ou título

 

3.23

símbolo

sinal que substitui o nome de uma coisa ou de uma ação

 

3.24

subtítulo

informações apresentadas em seguida ao título, visando esclarecê-lo ou complementá-lo, de acordo com o conteúdo do item

 

3.25

sumário

enumeração das principais divisões, seções e outras partes do item, na mesma ordem e grafia em que a matéria nele se sucede

 

3.26

tabela

forma não discursiva de apresentar informações, das quais o dado numérico se destaca como informação central

 

3.27

título

palavra, expressão ou frase que designa o assunto ou o conteúdo de um item

 

3.28

volume

unidade física da publicação

 

 

4 Estrutura

A estrutura de um relatório é constituída de elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais.

 

4.1 Disposição e sequência

Os elementos que integram as três partes fundamentais do relatório devem ser apresentados na ordem a seguir. (Para terminar com ponto, e não dois-pontos)

 

Esquema 1 – Estrutura do relatório

Capa (opcional)

Folha de rosto (obrigatório)

Errata (opcional)

Resumo na língua vernácula (obrigatório)

Lista de ilustrações (opcional)

Lista de tabelas (opcional)

Lista de abreviaturas e siglas (opcional)

Lista de símbolos (opcional)

Sumário (obrigatório)

Introdução (obrigatório)

Desenvolvimento (obrigatório)

Conclusão (opcional)

Referências (opcional)

Apêndice (opcional)

Anexo (opcional)

Formulário de identificação (opcional)

 

4.2 Elementos pré-textuais

A ordem dos elementos pré-textuais deve ser apresentada conforme 4.2.1 a 4.2.10.

 

4.2.1 Capa

Elemento opcional. Caso seja utilizada, deve ser constituída conforme 4.2.1.1 a 4.2.1.3.

 

4.2.1.1 Primeira capa

Recomenda-se incluir: Nome e endereço da instituição responsável; Número do relatório; ISSN (se houver); Título e subtítulo; Classificação de segurança (se houver).

 

4.2.1.2 Segunda e terceira capas (Só para ilustrar a falta de uniformização quando eu recomendo o plural nas capas que aparecem antes)

Recomenda-se não inserir informações.

 

4.2.1.3 Quarta capa

Recomenda-se incluir o ISBN (se houver).

NOTA: Os elementos que identificam o relatório devem ser padronizados para todos os números de relatórios em série.

 

4.2.2 Folha de rosto

Elemento obrigatório. Constituído conforme 4.2.2.1 e 4.2.2.2.

 

4.2.2.1 Anverso

Os elementos são apresentados conforme 4.2.2.1.1 a 4.2.2.1.9.

 

4.2.2.1.1 Nome do órgão ou entidade responsável

Nome da instituição que solicitou ou gerou o relatório.

 

4.2.2.1.2 Título e subtítulo

O título e o (Necessário para a concordância de “devem”, a seguir) subtítulo (se houver) devem ser diferenciados tipograficamente. A obra em vários volumes deve ter um título geral. Além deste, cada volume pode ter um título específico.

 

4.2.2.1.3 Numeração do volume

A numeração do volume (se houver) deve ser apresentada em algarismos arábicos.

 

4.2.2.1.4 Código de identificação

O código de identificação (se houver) deve ser formado pela sigla da instituição, indicação da categoria do relatório, data, indicação do assunto e número sequencial (Sem trema) do relatório na série.

 

4.2.2.1.5 Natureza

A natureza (se houver) deve ser formada pelo título do projeto ou programa ou plano.

 

4.2.2.1.6 Classificação de segurança

Todos os órgãos, privados ou públicos, que desenvolvam pesquisa de interesse nacional de conteúdo sigiloso devem (Sem vírgula) informar a classificação adequada, conforme legislação em vigor.

 

4.2.2.1.7 Autor(es)

Nome(s) do(s) autor(es) ou autor-entidade. O(s) título(s), qualificação(ões) ou função do(s) autor(es) pode(m) ser incluído(s), pois serve(m) para indicar sua autoridade no assunto. Caso a instituição que solicitou o relatório seja a mesma que o gerou, suprime-se o nome da instituição no campo de autoria.

 

4.2.2.1.8 Local

Local da instituição responsável e/ou solicitante.

 

4.2.2.1.9 Ano de publicação

O ano de publicação, de acordo com o calendário universal (gregoriano), deve ser apresentado em algarismos arábicos.

 

4.2.2.2 Verso

Os elementos são apresentados conforme 4.2.2.2.1 a 4.2.2.2.2.

 

4.2.2.2.1 Equipe técnica

Elemento opcional. Indica a comissão de estudos, colaboradores, coordenação geral entre outros. O(s) título(s), qualificação(ões) ou função do(s) autor(es) pode(m) ser incluído(s), pois serve(m) para indicar sua autoridade no assunto.

NOTA: Pode ser incluída na folha subsequente (Sem trema) à folha de rosto.

 

4.2.2.2.2 Dados internacionais de catalogação-na-publicação (CIP)

Elemento opcional. A catalogação na publicação deve ser conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano.

 

4.2.3 Errata

Elemento opcional. Deve ser inserido logo após a folha de rosto, constituído pela referência da publicação e pelo texto da errata. Apresenta-se, quase sempre, em papel avulso ou encartado, acrescido ao relatório.

 

EXEMPLO

ERRATA

Folha Linha Onde se lê Leia-se

32         3     publiacao   publicação

 

4.2.4 Resumo na língua vernácula

Elemento obrigatório. Elaborado conforme a ABNT NBR 6028.

 

4.2.5 Lista de ilustrações

Elemento opcional. Elaborado de acordo com a ordem apresentada na obra, com cada item designado por seu nome específico, acompanhado do respectivo número da página. Quando necessário, recomenda-se a elaboração de lista própria para cada tipo de ilustração (desenhos, esquemas, fluxogramas, fotografias, gráficos, mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos e outros).

 

4.2.6 Lista de tabelas

Elemento opcional. Elaborado de acordo com a ordem apresentada na obra, com cada item designado por seu nome específico, acompanhado do respectivo número da página.

 

4.2.7 Lista de abreviaturas e siglas

Elemento opcional. Consiste na relação alfabética das abreviaturas e siglas utilizadas na obra, seguidas das palavras ou expressões correspondentes grafadas por extenso. Recomenda-se a elaboração de lista própria para cada tipo.

 

4.2.8 Lista de símbolos

Elemento opcional. Elaborado de acordo com a ordem apresentada no texto, com o devido significado.

 

4.2.9 Sumário

Elemento obrigatório. Elaborado conforme a ABNT NBR 6027.

 

4.3 Elementos textuais

O texto é composto de uma parte introdutória, que apresenta e define os objetivos do relatório e as razões de sua elaboração, o desenvolvimento, que detalha a pesquisa ou estudo realizado, e a conclusão, incluindo, se for o caso, as recomendações finais.

 

4.4 Elementos pós-textuais

A ordem dos elementos pós-textuais deve ser conforme 4.4.1 a 4.4.4.

 

4.4.1 Referências

Elaboradas conforme ABNT NBR 6023.

 

4.4.2 Apêndice

Elemento opcional. Identificado por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelo respectivo título.

Excepcionalmente utilizam-se letras maiúsculas dobradas, na identificação dos apêndices, quando esgotadas as letras do alfabeto.

 

4.4.3 Anexo

Elemento opcional. Identificado por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelo respectivo título.

Excepcionalmente utilizam-se letras maiúsculas dobradas na (Sem vírgula) identificação dos anexos, quando esgotadas as letras do alfabeto.

 

4.4.4 Formulário de identificação

Elemento opcional. Conforme o Anexo A.

 

5 Regras gerais de apresentação

A apresentação de relatórios deve ser conforme 5.1 a 5.7.

 

5.1 Formato

Recomenda-se margem esquerda e superior de 3 cm; direita e inferior de 2 cm; espacejamento simples; paginação sequencial (Sem trema) numérica, em algarismos arábicos; fonte tamanho 12 e tipo da fonte padronizado para todo o relatório. Para legenda, fonte consultada, notas e outras informações necessárias para a compreensão das ilustrações e das tabelas, recomenda-se fonte menor.

 

5.2 Numeração progressiva

Apresentada conforme a ABNT NBR 6024.

 

5.3 Citações

Apresentadas conforme a ABNT NBR 10520.

 

5.4 Abreviaturas e siglas

A forma completa do nome precede a abreviatura ou a sigla colocada entre parênteses, quando mencionada pela primeira vez no texto.

 

EXEMPLO

Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Imprensa Nacional (Imp. Nac.).

 

5.5 Equações e fórmulas

Para facilitar a leitura, devem ser destacadas no texto e, se necessário, numeradas com algarismos arábicos entre parênteses, alinhados à direita. Na sequência (Sem trema) normal do texto, é permitido o uso de uma entrelinha maior, que comporte seus elementos (expoentes, índices e outros).

 

EXEMPLO

x2 + y 2 = z 2 …(1)

(x 2 + y 2 )/ 5 = n …(2)

 

5.6 Ilustrações

Qualquer que seja o tipo de ilustração, sua identificação aparece na parte superior, precedida da palavra designativa (desenho, esquema, fluxograma, fotografia, gráfico, mapa, organograma, planta, quadro, retrato e outros), seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto, em algarismos arábicos, e do respectivo título. (Não vão normalizar o que vai entre o número e o título? Uns usam dois-pontos, outros hífen, outros traço, outros ponto, outros não usam nada)

Após a ilustração, na parte inferior, indicar (se houver) a legenda, a fonte consultada, notas e outras informações necessárias a sua compreensão. A ilustração deve ser citada no texto e inserida o mais próximo possível do trecho a que se refere. Pode-se também designar todos os tipos de ilustrações como figura.

 

5.7 Tabelas

As tabelas devem ser mencionadas no texto, inseridas o mais próximo possível do trecho a que se referem (Corrigir o tamanho da fonte, que está menor que o resto do texto) e padronizadas conforme o IBGE.

 

Anexo A

(informativo)

Exemplo de formulário de identificação

Dados do relatório técnico e/ou científico

Título e Subtítulo Classificação de

Segurança

Tipo de Relatório Data

Título do Projeto/Programa/Plano Nº

Autor(es)

Instituição executora (Uniformizar com seguinte) e endereço completo

Instituição patrocinadora e endereço completo

Resumo

Palavras-chave/Descritores

Edição Nº de páginas Nº do volume/parte Nº de classificação

ISBN ISSN ISBN

Distribuidor Tiragem Preço

Observações/Notas

Fonte: adaptado da AENOR UNE50135 (1996).

*DJ’s CD’s UTI’s

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Tem muita coisa que me irrita, mas essa burrice de colocar apóstrofo e s para indicar plural é muita burrice.

A nova propaganda da Skol imprime na telinha DJ’S.

Apóstrofo mais s é indicação de possessivo na língua inglesa. O plural de siglas é apenas um s justaposto.

DJs, CDs, UTIs…

*Asterístico

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Perdi uma aposta com o Murillo por crer, até os meus 15 anos, que asterisco era “asterístico”. Já ouvi outros “asterísticos” por aí. Normal.

Anormal é o novo slogan do Angeloni, “Tudo pra você”.

Faltou um asterisco: Tudo pra você.*

* Desde que haja a contrapartida em dinheiro, cheque ou cartão.

Todos-poderosos

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Saci-pererê é fiel.

Para a mula-sem-cabeça nada é impossível.

Dragões estão em todos os lugares.